Louis Vuitton lança baús pintados por Humberto Campana
Humberto Campana x Louis Vuitton (Foto: Vivi Spaco)Humberto! Hum? Campana, sim! Menino brasileiro (arteiro!) dos mais contemporâneos. Desde 1984, seus designs estão nas casas, “apês”, museus, galerias e boutiques descolados do mundo e, faz tempo, ele está na moda… mesmo! Eu até falo, mas é ele quem diz: “A moda é bacana, fascinante, uma loucura total. Sempre me interessei pela fantasia e pelas narrativas”. O interesse recíproco virou flerte… namoro… caso sério! E, agora, Humberto revelou mais um elo na corrente de suas parcerias disputadas com a Louis Vuitton: uma dupla de intervenções coloridas em clássicos baús monogramados da maison. Vai vendo.
“Puxa… foi um sonho que se tornou realidade”, ele me contou, de seu ateliê em São Paulo, sobre a primeira piscadela que a marca francesa deu para o Estúdio Campana em 2012. À época, a missão era inventar designs para Objets Nomades, projeto-criativo da Louis Vuitton focado em mobiliário e objetos de decoração inspirados na “arte de viajar”. De primeira, os Campana lançaram Maracatu, um armário suspenso com fitas de couro multicoloridas. Depois… ah, inspira! Veio Bomboca (sofá modular explosivo), Cocoon (cadeira-casulo “caída” do teto), Tropicalist (vaso texturizado com 176 “pétalas” de alumínio forradas de couro azul e rosa), Bulbo (poltrona amarela em forma de flor tropical), Merengue (pufes-delícia vibrantes), Aguacate (escultura-abstrata colorida), Kaléidoscope (armário oval com 500 peças coloridas de marchetaria e 200 horas de “quebra-cabeça”), Babyfoot Odyssey (mesa excêntrica de pebolim) e Jungle, uma caixa colorida de couro recém-lançada em Milão. Expira, expira! Ufa…
Louis Vuitton x Estúdio Campana (Foto: Vivi Spaco)
Mais do que um casamento estético de ícones, a nova parceria também é um encontro de tempos, com a perspectiva contemporânea cobrindo os baús que, no século 19, eram acessórios indispensáveis de viagem. “Gosto de contaminar o passado com o presente. Minha essência é de hibridismo… Juntar duas referências para criar uma terceira.”
Por décadas, aliás, essa dualidade fez parte essencial da rotina artística, quando Humberto dividia a criação com o irmão Fernando, falecido em 2022, os 61 anos. A morte… “me deu muito mais trabalho”, reflete Humberto, com leveza. “O Fernando me dava um equilíbrio emocional muito grande. Hoje, sinto que me canso mais fácil. Ele me equilibrava na comunicação, na criação, no fazer, nas ideias… Hoje, vem tudo para mim. Ser o único é uma responsabilidade enorme, mas me adaptei naturalmente”. Ainda assim, o Estúdio não ficou vazio. “As pessoas que trabalham comigo são a minha família, meus amigos”, e só ficam longe do artista quando ele decide viajar. Ah!
Louis Vuitton x Estúdio Campana (Foto: Vivi Spaco)
*Essa matéria foi originalmente publicada nas páginas da edição de setembro/2026 da Harper’s BAZAAR Brasil
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Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de harpersbazaar.uol.com.br.